EUA acusam 500 pessoas de fraude relacionada à pandemia

Fraudes somaram mais de 500 milhões de dólares
Fraudes somaram mais de 500 milhões de dólares Lee Jae-Won/Reuters

Cerca de 500 pessoas foram indiciadas nos Estados Unidos acusadas de cometer fraudes ligadas à pandemia do novo coronavírus que somam mais de 500 milhões de dólares (cerca de R$ 2,8 bilhões), informou o Departamento de Justiça nesta sexta-feira (26).

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A operação iniciada há um ano pela polícia "envia uma mensagem clara para aqueles que querem explorar esta emergência nacional", disse o secretário de Justiça, Merrick Garland, em um comunicado.

"Estamos determinados a proteger os americanos e a integridade da ajuda essencial fornecida pelo Congresso", acrescentou ele, referindo-se às medidas de mais de 5 trilhões de dólares (cerca de R$ 28 trilhões) aprovadas pelo Congresso desde o início da crise de saúde.

Fraudes nos programas de auxílio

Das 474 pessoas acusadas, 120 tentaram se beneficiar do Programa de Preservação Salarial, um esquema de empréstimos destinados a pequenas e médias empresas, que se converte em auxílios ao ser utilizado para preservar empregos.

Em casos menos graves, os empregadores mentiram sobre sua força de trabalho para obter mais dinheiro do que tinham direito. Mas redes criminosas também se organizaram para criar empresas fictícias ou multiplicar os pedidos, apontou o Departamento de Justiça.

Na Califórnia, oito pessoas foram acusadas de solicitar 142 empréstimos no valor de 21 milhões de dólares (cerca de R$ 120 milhões) sob identidades falsas e, em seguida, comprar moedas de ouro, diamantes, bolsas e propriedades de luxo por meio de várias contas bancárias.

Cerca de 140 pessoas também foram presas e acusadas de fraude em relação aos benefícios de desemprego criados para quem foi demitido devido à pandemia. Além disso, redes criminosas, algumas até no exterior, montaram golpes sofisticados nesse caso.

Uma jovem foi detida depois de realizar, junto a cúmplices, solicitações indevidas em nome de 37 indivíduos, entre eles 15 presidiários, causando ao Estado perdas de quase meio milhão de dólares.

Outros desenvolveram seus negócios na internet, onde ofereciam tratamentos supostamente milagrosos à base de água sanitária, prata ou infusões de vitamina C.

As autoridades fecharam ainda centenas de sites que ofereciam produtos de proteção falsificados, como máscaras, luvas e álcool gel.



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