Anvisa recebe pedido para início de testes clínicos da vacina Butanvac

 3,9 mil voluntários participarão das primeiras fases de testes da Butanvac
3,9 mil voluntários participarão das primeiras fases de testes da Butanvac REUTERS

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta sexta-feira (26) que recebeu o pedido para realização de estudos clínicos da vacina Butanvac, do Instituto Butantan, produzida no Brasil. A agência agorá irá analisar a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais.

A expectativa é que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorize o início dos testes em abril e, em julho, o imunizante esteja pronto para aplicação no país, segundo o governo de São Paulo. Trata-se de uma segunda geração da vacina contra a covid-19, portanto poderá haver uma análise mais rápida.

A previsão é que 40 milhões de doses estejam prontas até o fim do ano. O pedido de testes à agência foi realizado nesta sexta-feira (26). Até o momento só foram realizados estudos pré-clínicos (em animais).

Para os testes em humanos, referentes às fases 1 e 2, participarão 3,9 mil voluntários, sendo 1.800 para cada fase, acima de 18 anos e de grupos que ainda não foram vacinados no plano nacional de vacinação.

Nas fases 1 e 2 são avaliados segurança e capacidade de induzir a resposta imune à doença. A efiácia é analisada na fase 3. A vacina também passará por testes no Vietnã e na Tailândia. Segundo o Butantan, na Tailândia a fase 1 já está em andamento. Durante a fase 3 deve ser feito o pedido de uso emergencial da vacina e, posteriormente, o registro definitivo, conforme informado durante a apresentação.

A ButanVac começou a ser desenvolvida há um ano. Ela utiliza a mesma tecnologia da vacina da gripe, fabricada pelo Butantan. O imunizante é feito a partir de um vírus de gripe aviária inativado, chamado Newcastle. Esse vírus funciona como vetor para transportar a proteína Spike, que é por onde o coronavírus se liga às células humanas. Esse fragmento da proteína Spike instrui o corpo a induzir a resposta imune contra a covid-19.

A nova vacina usará a proteína da variante do Amazonas, cepa do coronavírus que deve predominar no país.

Etapas dos testes clínicos

A fase clínica do teste de vacinas é feita em seres humanos. Esta parte do processo se divide em três:

Fase I: é o primeiro estudo a ser realizado em seres humanos, com o objetivo principal demonstrar a segurança da vacina.

Fase II: tem por objetivo estabelecer a imunogenicidade da vacina, ou seja, a capacidade que o produto tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

Fase III: é a última fase de estudo antes da obtenção do registro sanitário e tem por objetivo demonstrar a sua eficácia. Somente após a finalização do estudo de fase III e obtenção do registro sanitário é que a nova vacina poderá ser disponibilizada para a população.

Fase IV: Vacina disponibilizada para a população.

Fonte: Instituto Butantan



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