CPI volta atrás e retira sigilo da lista de servidores vacinados em MG

Deputados vão rever o que deve ficar em sigilo
Deputados vão rever o que deve ficar em sigilo Divulgação / ALMG / Bernardo Esteves

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga possível caso de "fura-filas" na vacinação de servidores em Minas derrubou, nesta sexta-feira (26), a decisão do próprio grupo que impunha sigilo de 100 anos sobre a lista com os dados dos possíveis imunizados.

A decisão foi tomada pela presidência do grupo após a restrição no acesso às informações repercutir de forma negativa entre parte da população que alegava uma tentativa de se esconder dados sobre a investigação.

O novo entendimento do grupo é de que precisam ser definidas quais informações dos vacinados devem ser preservadas e quais podem ser divulgadas à população. A coordenação da CPI pediu que técnicos da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) se reúnam nos próximos dias com representantes do Ministério Público para avaliarem o assunto, seguindo a Lei de Acesso à Informação.

 

 

Sigilo centenário

Ao determinar o sigilo de 100 anos sobre os dados dos servidores, nesta quinta-feira (25), a Comissão atendeu a uma solicitação dos deputados Rafael Martins (PSD) e Cristiano Silveira (PT).

Um dos argumentos usados para defender a restrição de acesso foi a necessidade de se preservar os servidores que não cometeram irregularidades ao serem imunizados, mas que aparecem na lista de vacinados do Governo Estadual. A última versão do documento já tem mais de 1.800 nomes.

Quando a CPI determinou a suspensão do segredo, o deputado Rafael Martins retirou sua assinatura do requerimento e disse ter reavaliado sua opinião em relação à necessidade do sigilo. "Acertada", comentou Martins em uma rede social sobre a decisão da CPI ao derrubar a restrição.



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