Bolsonaro comemora eleição no Senado em 'cédula de papel' 

Rodrigo Pacheco e o presidente Bolsonaro
Rodrigo Pacheco e o presidente Bolsonaro Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro comemorou a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) nesta segunda-feira (1º) como novo presidente do Senado. Ao citar a vitória de Pacheco em suas redes sociais, Bolsonaro mencionou que a eleição ocorreu em "cédula de papel". Pacheco derrotou a senadora Simone Tebet (MDB-MS) por 57 votos a 21. O democrata foi indicado pelo então presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e recebeu o apoio do Planalto.

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"Em cédula de papel, o Senado Federal elegeu o Senador Rodrigo Pacheco (57 votos de 81 possíveis) para presidir a Casa no biênio 2021/22", escreveu. O regimento da Casa determina a votação secreta e por cédulas para um mandato de dois anos. A votação sobre o novo comando da Casa nesta tarde foi acompanhada por Bolsonaro e o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, que é responsável pela articulação com o Congresso.

Em suas redes sociais, o ministro também parabenizou Rodrigo Pacheco e publicou foto ao lado do presidente enquanto assistiam à votação. "Ao lado do Presidente Bolsonaro, acompanhei o desenrolar de um processo legítimo e democrático na tarde de hoje. É com base nesses princípios que seguiremos articulando em busca do desenvolvimento do nosso país!", escreveu Ramos em sua página oficial no Twitter.

A eleição de Pacheco já era dada como certa pelo governo, que espera destravar pautas de interesse do Executivo com as mudanças no comando das Casas legislativas - a eleição para o comando da Câmara também será realizada hoje, com sessão aberta há pouco. O governo quer avançar, em especial, na pauta econômica. Assim como Bolsonaro e Ramos, logo após a confirmação da eleição de Pacheco, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, parabenizou o senador. "Nós, do Governo, estamos confiantes em sua atuação na pauta liberal e nas reformas necessárias ao País" afirmou Faria em suas redes sociais.

Para garantir a eleição de Pacheco e de Arthur Lira (PP-AL), que concorre à presidência da Câmara, o Planalto atuou diretamente para bancar a vitória de seus candidatos. Conforme o Estadão mostrou, o governo destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras em seus redutos eleitorais. Os recursos saíram do Ministério do Desenvolvimento Regional e foram negociados por Ramos. Em outra frente, o governo também fez uma liberação recorde de emendas parlamentares em janeiro deste ano, como também mostrou o Broadcast.

 



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