Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha anunciado, o trabalho de liberação dos insumos da China foi conduzido pelo MRE (Ministério de Relações Exteriores). A previsão é de que a matéria prima para a vacina contra covid-19 chegue na sexta-feira (29).
Enfrentando críticas pela condução da política externa brasileira, o ministro Ernesto Araújo e equipe se empenharam no trabalho de vencer as barreiras burocráticas da China.
Uma diplomata ouvido pelo R7 explicou que as barreiras foram todas de ordem "diplomática burocrática e não de qualquer outra ordem" - informações que derrubam a tese de que o envio da matéria prima para produção de vacinas estava atrasado por causa de questões ideológicas. Desde o início da gestão Bolsonaro, a diplomacia Brasileira é mais alinhada aos Estados Unidos. Muitos integrantes do governo e da família Bolsonaro já fizeram críticas ao regime que conduz a potência asiática.
Os profissionais envolvidos nas negociações explicaram que entre as etapas burocráticas que precisavam ser vencidas estavam o processo de Licença de Exportação, que é feito pelas empresas importadoras, e amarras com autoridades alfandegarias e com os governos de províncias chinesas. "O sistema burocrático chinês não é simples" é o relato de quem acompanhou tudo de perto.
O Ministério de Relações Exteriores pretende continuar acompanhando o envio de matéria prima para produção de todas as vacinas contra a covid-19. "Entramos porque é uma necessidade do país e não de A ou B", disse uma fonte.
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