SP: prefeitura investiga transmissão comunitária da variante Delta

Prefeitura investiga transmissão comunitária da variante Delta em SP
Prefeitura investiga transmissão comunitária da variante Delta em SP Pixabay

A Prefeitura de São Paulo investiga se houve transmissão comunitária da variante Delta na capital após a confirmação do diagnóstico de um homem de 45 anos com a cepa indiana do coronavírus.

Ele está em casa com a mulher e os dois filhos desde que o teste de covid-19 deu positivo. "Passam bem, sem sintomas graves. É uma família consciente e cooperativa. Ele trabalha em home office e todos estão com a doença, mas não temos confirmação da variante Delta nos demais. Estamos investigando os contatos que tiveram, todo o entorno, mas não é possível falar, neste momento, em transmissão comunitária", explica o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

A família é monitorada pelas equipes da Vigilância Sanitária e da UBS (Unidade Básica de Saúde) Belenzinho, na zona leste, onde moram. O sequenciamento genético, a partir do exame RT-PCR da mulher do paciente, é feito agora, mas o resultado sai em até 15 dias. Segundo a prefeitura, não houve condições de fazer o mesmo processo com os filhos.

Rastreamento

A partir do momento da confirmação da variante Delta pelo Instituto Butantan, as equipes procuraram a família para saber com quem teve contato recentemente. A mulher trabalhava fora. É feito agora o rastreamento dessas pessoas com o objetivo de identificar se algum deles teve contato com algum viajante que possa ter trazido a nova cepa do coronavírus. 

A prefeitura não soube precisar quantas pessoas estão em isolamento, além dos quatro integrantes da família.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, a investigação está só começando. "Tem que ser uma coisa com precisão. Estamos rastreando todos os contatos que a família fez. Se constatar que todos não tiveram contato algum com quem viajou, aí sim nós podemos afirmar que há transmissão comunitária e a estratégia que a gente vai adotar", afirma.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, por enquanto, a estratégia continua a mesma: monitoramento da rede, acompanhamento dos casos positivos de covid-19 e o avanço da vacinação. Hoje a capital tem 63% da população elegível acima de 18 anos vacinada com, ao menos, a primeira dose. São mais de 7,6 milhões de doses aplicadas.  

A taxa de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é de 56% e de leitos de enfermaria, 41% para pacientes com covid-19. 



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