O aumento dos contágios entre os jovens da Espanha, que coloca este grupo em risco extremo em relação à covid-19, levou as autoridades a propor que algumas restrições sejam retomadas, especialmente aquelas relacionadas com a vida noturna.
A incidência da doença subiu para 204 casos por 100 mil habitantes na população como um todo, com forte aumento de 51 pontos em relação à última sexta-feira, dentro de um nível de risco considerado alto, segundo dados do Ministério da Saúde espanhol.
No entanto, a incidência nas faixas etárias dos menores de 30 anos atingem o risco extremo, ficando acima de 250 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.
Entre 12 a 19 anos a incidência é de 584 casos, enquanto entre 20 a 29 chega a 640 no país como um todo, sendo que em algumas regiões ultrapassa 1.000, segundo o ministério.
O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências de Saúde da Espanha, Fernando Simón, disse em entrevista coletiva em Madri que esses dados não são "nada bons" e qualificou a situação como "complicada".
Por outro lado, destacou que "pelo menos (a situação) não se refletiu nos parâmetros de gravidade" em termos de ocupação hospitalar, principalmente nas unidades de terapia intensiva.
A ocupação nas UTIs é de 6,7% e a pressão hospitalar de 2,2%, apenas alguns décimos a mais do que na última sexta-feira em ambos os casos.
Diante do aumento das infecções entre os jovens, várias regiões espanholas, como Catalunha (nordeste) e Navarra (norte), planejam retomar as restrições que haviam sido flexibilizadas há algumas semanas, especialmente na vida noturna, com medidas como a antecipação dos horários de fechamento de bares e restaurantes.
A Espanha já registrou 80.934 mortes por covid-19 e 3.866.475 infecções desde o início da pandemia, enquanto tem pouco mais de 40% da população com o esquema vacinal completo, o equivalente a 19 milhões de pessoas, e quase 56%, mais de 26 milhões de pessoas, com pelo menos uma dose.
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