Vacina da covid da UFMG pode custar 80% menos que as demais

Vacina só deve ficar pronta em 2022
Vacina só deve ficar pronta em 2022 Reprodução / Pixabay

A vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) pode custar 80% menos do que os imunizantes adquiridos pelo Governo Federal até o momento.

A afirmação foi feita pelo professor e coordenador do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia), Ricardo Tostes Gazzinelli, durante a assinatura de um acordo em que a Prefeitura de Belo Horizonte se comprometeu a investir R$ 30 milhões no desenvolvimento do imunizante.

— Essas vacinas de hoje estão saindo, a dose, por US$ 10 dólares. Eu acredito que a vacina da UFMGva vai ter um custo de produção bem menor. Não sei te precisar o valor exato, mas talvez um quinto do que é pago atualmente. Uma cina produzida aqui, além do menor custo, será produzida para pronta entrega.

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Segundo Gazzinelli, o objetivo da UFMG é desenvolver uma vacina que seja aplicada nos grupos que não têm prioridade na fila da imunização e, por isso, ficaram no ‘final da fila’. Além disso, a vacina poderá ser utilizada como reforço e poderá beneficiar campanhas futuras de imunização no país.

— Sabemos que com o tempo há um decaimento da resposta imunológica, então, a ideia é que ela seja uma vacina de reforço. O Brasil gasta um volume enorme de recursos para importar tecnologia e importar vacinas. A produção de uma vacina aqui significa disponibilidade, porque sabemos que a procura é alta no mundo todo, estamos vendo a corrida pelo IFA.

Vacina da UFMG

Nsta quinta-feira (27), Belo Horizonte confirmou o repasse de R$ 30 milhões em recursos à UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para a continuidade do desenvolvimento da vacina Spintec, contra a covid-19. O valor será liberado de forma parcelada, entre maio e dezembro deste ano.

De acordo com a professora da UFMG e coordenadora do CT Vacinas (Centro de Tecnologia em Vacinas) da universidade, Ana Paula Fernandes, as fases 1 e 2 dos testes terão início no final deste ano, e a fase 3, quando o imunizante será testado em humanos em escala maior, deve começar no primeiro semestre de 2022, dependendo da disponibilização dos recursos, já que, segundo a professora, ainda não há previsão de auxílio para a última fase de testes. A estimativa é de que sejam necessários mais R$ 300 milhões para custear a etapa final.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento



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