A região de Riberão Preto pode se tornar o novo epicentro da pandemia no estado de São Paulo, de acordo com um estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em parceria com o Instituto Adolfo Lutz.
As próximas duas semanas serão críticas, alerta o fisiopatologista Vitor Engrácia Valenti, pesquisador da Unesp. "Fizemos um análise da curva de tendência dos casos diários de Ribeirão Preto e Franca e a tendência mostra que, em Ribeirão Preto, os casos podem subir um pouco mais ou, na melhor das hipóteses se estabilizar agora, entre fim de maio, começo de junho", afirma.
A cidade de Ribeirão Preto adotará medidas mais restritivas a partir desta quinta-feira (27). As restrições valem até o dia 31. Por cinco dias, o transporte coletivo ficará suspenso e supermercados, restaurantes e padarias só poderão abrir para delivery.
Batatais, Taiuva, Viradouro e Bebedouro estão em lockdown até o fim do mês por causa da lotação dos hospitais e aumento do número de mortes por coronavirus. Franca, Brodowski, Patrocínio Paulista, Araraquara e Ribeirão Corrente também estão com medidas mais restritivas de isolamento social.
"Quando nós avaliamos a região de Ribeirão Preto e Franca, notamos que os casos estão subindo muito intensamente e outras variáveis dão indicios que podem ajudar a região de Ribeirão Preto e Franca como o atual epicentro do estado de São Paulo. Além das internações estarem aumentando muito, os óbitos e casos diários também, existe a variante P1 que, na última análise divulgada pelo Instituto Adolfo Lutz, representava aproximadamente 80% de todas as amostras analisadas."
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