Mortes de gestantes por covid-19 em 2021 já superam o total de 2020

Gestantes passaram a incluir o grupo prioritário para receber a vacina contra covid no Brasil
Gestantes passaram a incluir o grupo prioritário para receber a vacina contra covid no Brasil Pixabay

Dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 divulgados nesta segunda-feira (3) mostram que o número de gestantes e puérperas que morreram este ano em decorrência da infecção causada pelo SARS-CoV-2 no país já é maior que todas as mortes pela doença em 2020.

Segundo o boletim, apenas em 2021 morreram 494 mulheres nesta condição, sendo que no ano passado o número de mortes pela covid-19 confirmadas entre gestantes e puérperas foi de 457.

Em relação aos óbitos, a média semanal em 2020 foi de 10.16 nas 45 semanas epidemiológicas. Este ano, a média por semana é de 30.88, em relação as 16 semanas epidemiológicas de 2021.

Além disso, o observatório aponta que pelo menos uma em cada quatro gestantes e puérperas mortas pela doença não tiveram acesso à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 34% não foram intubadas, procedimento realizado em casos graves de covid quando o paciente perde a capacidade de respirar sozinho.

O Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 é coordenado por Rossana Pulcineli Vieira Francisco, docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e presidente da SOGESP (Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo).

No último dia 27, o Ministério da Saúde passou a incluir gestantes como grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19 no Brasil. O anúncio foi feito durante audiência pública da Comissão de Enfrentamento à Covid-19, na Câmara dos Deputados.

“Novas evidências mostram um risco maior de hospitalização das gestantes e puérperas, optamos por incluir os grupos como grupo prioritário. Vamos fazer a vacinação em duas fases, primeiro as gestantes que apresentam comorbidades e depois independente de terem alguma condição pré-existente ou não”, afirmou Franciele Francinato, coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunização).

 



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