Veja os perfis dos novos ministros e de quem mudou de cargo

O novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França
O novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França Reprodução

Jair Bolsonaro fez mudanças em seis ministérios nesta segunda-feira (29). Além das saídas de Ernesto Araújo (Relações Exteriores), José Levi (AGU) e de Fernando Azevedo e Silva (Defesa), que serão substituídos, o presidente também decidiu trocar alguns ministros de pasta. Veja os perfis dos escolhidos: 

Ministério das Relações Exteriores - embaixador Carlos Alberto Franco França

O embaixador de 56 anos que vai assumir o Itamaraty no lugar de Ernestro Araújo teria conquistado a confiança de Bolsonaro ao chefiar o cerimonial do Planalto. Em seguida, foi nomeado chefe da assessoria especial da Presidência da República. Entrou no Itamaraty em 1991 e foi promovido a embaixador em 2019, mas nunca chefiou uma representação brasileira em outro país. É considerado um diplomata discreto e tem o respeito dos colegas.

Deputada federal Flávia Arruda (PL-DF)
Deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) Will Shutter/Câmara dos Deputados-16/03/2021

Secretaria de Governo da Presidência da República - deputada Federal Flávia Arruda

Casada com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, Flávia é deputada federal pelo PL-DF. Foi indicada pelo Centrão, que assim sacramenta sua entrada no Palácio do Planalto. Em seu primeiro mandato, Flávia fez história ao tornar-se a primeira deputada a assumir a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso.

O ministro André Mendonca, que volta para a Advocacia Geral da União
O ministro André Mendonca, que volta para a Advocacia Geral da União Ueslei Marcelinho/Reuters - 17.12.2020

Advocacia-Geral da União - André Luiz de Almeida Mendonça

Atual ministro da Justiça, Mendonça volta a comandar a AGU, seu antigo cargo, que deixou em abril após a saída do ex-juiz federal Sergio Moro. Profissional de carreira da AGU, Mendonça nasceu em uma família religiosa na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, em 1972. É advogado da União desde 2000 e foi assessor especial da CGU (Controladoria-Geral da União) entre 2016 e 2018.

Formado em direito em 1993 na Faculdade de Direito de Bauru, ele fez mestrado na Universidade de Salamanca, na Espanha, sobre Corrupção e Estado de Direito e é doutorando na mesma instituição com o projeto Estado de Direito e Governança Global. Ele também é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília.

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Mendonça já foi cotado como o ministro “terrivelmente evangélico” que poderia ser indicado para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). 

 

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres Divulgação/SSP-DF

 

Ministério da Justiça e Segurança Pública - Anderson Torres

O  delegado da Polícia Federal Anderson Torres é secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Torres havia sido cotado para assumir a diretoria-geral da Polícia Federal em ao menos três oportunidades. Ele é próximo da família do presidente. Com experiência em ciência policial, investigação criminal e inteligência estratégica, coordenou as principais investigações voltadas ao combate ao crime organizado na Superintendência da Polícia Federal, em Roraima, entre 2003 e 2005.

Entre 2007 e 2008, coordenou toda a atividade de inteligência da Polícia Federal na repressão a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Teve sob sua responsabilidade a administração da parte técnica e logística da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal e suas congêneres regionais entre 2008 e 2011.

Nos últimos anos, dedicou-se a coordenar atividade parlamentar na Câmara dos Deputados voltada para as Comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, além da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Anderson Torres assessorou, ainda, o trabalho de duas Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito, no Congresso Nacional.

O secretário de governo, Luiz Eduardo Ramos, que assumirá a Casa Civil
O secretário de governo, Luiz Eduardo Ramos, que assumirá a Casa Civil MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO-22/03/202101/02/2021

Casa Civil da Presidência da República - general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira

O general Ramos, como é chamado, estava no comando da Secretaria-Geral de Governo desde junho de 2019, quando substituiu o também militar, general Santos Cruz. Ramos foi comandante militar do Sudeste, com passagem no exterior, como adido militar em Israel e como comandante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, entre 2011 e 2012. 

Praça desde de 1973, foi promovido a aspirante a Oficial da Arma de Infantaria em 1979, e promovido ao atual posto em 25 de novembro de 2017. No Comando Militar do Sudeste comandou a 11ª Região Militar, em Brasília (DF), e a 1ª Divisão de Exército, no Rio de Janeiro (RJ). O General Ramos também atuou como Force Commander da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti e Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército.

O ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto, que vai para o Ministério da Defesa
O ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto, que vai para o Ministério da Defesa Alan Santos/PR - 27.10.2020

Ministério da Defesa - general Walter Souza Braga Netto

O general de Exército Walter Souza Braga Netto, que deixa a Casa Civil para assumir o Ministério da Defesa, no lugar de Fernando Azevedo e Silva, foi chefe da intervenção federal do Rio. Entrou no Exército em 1975. Como oficial-general, foi o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste, Campo Grande-MS; coordenador-geral da Assessoria Especial para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos RIO 2016, cargo no qual coordenou, simultaneamente, as obras olímpicas em área militar e o emprego das tropas federais visando à segurança dos jogos.

Entre 16 de fevereiro e 31 de dezembro de 2018, exerceu também o cargo de Interventor Federal na área da Segurança Pública no Estado do Rio de Janeiro, após decreto presidencial.

O general é tido como capaz de reconhecer talentos e limitações próprias e de sua equipe e não toma decisões tempestivamente. Prefere ouvir diversas opiniões.



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