Trabalhadores protestam por vacina e proteção na pandemia

Movimento de pessoas na avenida Paulista durante a fase vermelha da pandemia
Movimento de pessoas na avenida Paulista durante a fase vermelha da pandemia Rovena Rosa/Agência Brasil - 18.03.2021

As principais centrais sindicais e entidades que representam categorias de trabalhadores no país marcaram protestos para esta quarta-feira (24) para cobrar medidas mais duras de combate à pandemia de covid-19 por parte dos governos federal, estaduais e municipais. 

Na cidade de São Paulo, motoristas e cobradores filiados ao Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) agendaram protestos em terminais de ônibus, entre 10h e 12h.

A entidade reúne cerca de 50 mil trabalhadores, e abrange fiscais e profissionais do setor da manutenção. Os dirigentes devem se concentrar nos seguintes terminais da capital paulista: Pinheiros, Parque Dom Pedro, Santana, Cachoeirinha, Capelinha, Santo Amaro, AE Carvalho, São Miguel, Sapopemba e Tiradentes.

"Não dá para continuar trabalhando em condições desesperadoras. Estamos vivendo uma das maiores crises de saúde da história. E quais são as preocupações das nossas autoridades para o transporte público que aglomera milhares de pessoas?”, questiona o presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa.

Lockdown simbólico

As centrais sindicais convocaram um lockdown nacional simbólico durante uma live, marcada para às 11h, "em defesa da vida e dos direitos". O evento, que será transmitido pelas páginas do Facebook das entidades, pretende defender ações para a imunização da população e garantia de empregos.

Paralelamente, os sindicalistas prometem realizar atividades educativas por meio de carros de som, panfletos, meios sindicais de comunicação e atos nos locais de trabalho e em estações de ônibus, trem e metrô, como forma de conscientização e esclarecimento da população.

Entre as reivindicações da categoria estão vacinação rápida, auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia, medidas de proteção ao emprego, apoio às pequenas e médias empresas e solidariedade às populações mais vulneráveis, que sofrem com a fome.

O presidente da CUT (Central Única de Trabalhadores), Sérgio Nobre, destacou como foco dos protestos o número de mortes diárias em razão da covid-19 e a falta de um comando nacional combate à doença. "Essa data tem que servir para orientar e chamar a população a refletir porque essa tragédia está acontecendo no Brasil", complementou.

Profissionais da saúde

Representantes de funcionários da saúde engrossam as manifestações por medidas que proporcionem garantias para setor e a redução do contágio e das mortes.

O Sintunifesp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo) reivindica melhores condições de trabalho aos funcionários da área de enfermagem e aos profissionais de saúde em geral.

A entidade organiza um ato, às 8h, em frente ao Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista. A adesão da categoria ao protesto foi solicitada em vídeo publicado nas redes sociais.



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