Pedido de demissão de Ernesto Araújo repercute entre políticos

Na imagem, Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo
Na imagem, Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo Dida Sampaio / Estadão Conteúdo / 14.11.2018

O pedido de demissão de Ernesto Araújo da chefia do Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (29) repercutiu entre políticos.

Integrante da ala ideológica do governo federal , o chanceler estava no cargo desde o início da atual gestão, mas não resistiu à pressão, inclusive do Centrão, que apoia o Palácio do Planalto, em razão da política diplomática durante a pandemia de covid-19.

Para o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), os dois anos em que Araújo esteve à frente do Itamaraty levou o Brasil a ser visto como uma ameaça. "Os desastres da política internacional na pandemia foram só o estopim de um caminho que começou a ser traçado em janeiro de 2019. Já vai tarde o ministro que apequenou e envergonhou a nossa nação", afirmou.

Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) compartilhou uma publicação feita por Araújo e legendeu com "toda a minha solidariedade". "Os valores estão todos invertidos. Sinto muito, muito mesmo", disse.

O senador Cid Gomes (PDT-CE), líder do bloco parlamentar Senado Independente, afirmou que Araújo "não fará a mínima falta". "Resta saber se esse governo incompetente vai encontrar um nome que regate a nossa diplomacia. Desde já, deixo claro meu ceticismo", acrescentou.

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) avalia a saída de Araújo como uma nova esperança ao Brasil, mas que 'não podemos trocar seis por meia dúzia'. "O negacionismo e a truculência precisam dar lugar ao respeito, união e negociação. Precisamos resgatar o histórico de diplomacia do Estado brasileiro. Seguimos em frente", acrescentou.

Para o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), Araújo já vai tarde. "Duro mesmo será seu legado de destruição para a imagem do país e para a nossa diplomacia profissional: seus efeitos deletérios serão sentidos por um longo período", disse.

Líder do Podemos na Câmara dos Deputados, Igor Timo (MG), apoia a deposição do ministro. "A saída de Ernesto Araújo reaproxima o Brasil da comunidade internacional e da aliança de países que lideram a produção de insumos contra a covid-19", afirmou.



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