Fiocruz abre licitação para construir complexo de vacinas e biofármacos

Cibs, novo complexo da Fiocruz
Cibs, novo complexo da Fiocruz Reprodução/Fiocruz

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançou nesta sexta-feira (5) o edital de licitação para construção do Cibs (Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde) do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Com o novo complexo, a expectativa é aumentar em quatro vezes a produção de vacinas e biofármacos e tornar o Brasil autossuficiente na produção de vacinas e outros insumos.

Segundo a Fiocruz, que é do Ministério da Saúde, o empreendimento será o maior centro de fabricação de produtos biológicos da América Latina e um dos mais modernos do mundo. O complexo será erguido em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. 

O edital foi publicado no "Diário Oficial da União" nesta sexta. Os potenciais investidores terão um prazo 120 dias para elaboração de suas propostas. A fundação prevê o início das obras no segundo semestre, e os primeiros prédios devem começar a ficar prontos em 24 meses. Todo o complexo deverá estar concluído em quatro anos. Paralelamente às obras, serão feitos todos os processos de validação obrigatórios.

A solenidade de lançamento do edital contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC). 

Pazuello afirmou que a pandemia escancarou como o país ainda depende de produtos de outros países. "Se havia dúvida da importância [do complexo], a pandemia tirou essa dúvida. Nós precisamos ser autossuficientes na produção de IFA [Insumo Farmacêutico Ativo], de vacinas e insumos, para combater esse e os próximos vírus que virão. Esse é um marco para a saúde pública do Brasil", afirmou.

O deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ) parabenizou o ministro e foi na mesma linha, destacando que a fábrica representará a "independência do Brasil" no setor. 

A capacidade de produção está estimada em 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos/ano e poderá ser ampliada dependendo do regime de operação a ser adotado. Em doses, a capacidade irá variar conforme o mix de produtos, podendo ser superior a 600 milhões de doses/ano.

O investimento é da ordem de R$ 3,4 bilhões e prevê a geração de 5 mil empregos diretos durante a construção, e de 1,5 mil postos de trabalho para a sua operação.



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