Um estudo publicado na plataforma MedRxiv no domingo (7) prevê que a variante do Reino Unido deve dominar os casos de covid-19 a partir de março nos Estados Unidos, com potencial de provocar um novo surto de casos e aumento do número de mortes. O país tem o maior número de casos e mortes provocadas pela doença do mundo, 26,9 milhões e 463,3 mil, respectivamente.
A cepa é 40% mais transmissível do que as demais, dobrando a cada 10 dias, segundo a pesquisa.
A variante foi detectada em 30 dos 50 Estados norte-americanos em janeiro. O Estado com maior prevalência é a Flórida, com 4% dos casos provocados pela variante. A média nacional no momento é de 2%, o que corresponde a mais de mil pessoas. A variante já foi registrada em 80 países, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Foram analisados 500 milhões de testes e centenas de genomas. O estudo confirma a previsão manifestada do CDC (Centro de Controle de Prevenção e Doenças) do governo norte-americano de que a B.1.1. O 7 poderia ser tornar predominante em março caso se comportasse como no Reino Unido.
Os pesquisadores concluíram que a cepa provavelmente chegou pela primeira vez aos Estados Unidos no final de novembro, um mês antes de ser detectada. Ela foi introduzida separadamente no país pelo menos oito vezes, por meio de pessoas que viajaram ao Reino Unido entre o Dia de Ação de Graças e o Natal.
O estudo ainda não foi submetido à revisão por pares nem publicado em períodico científico.
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