São Paulo realiza vacinação em comunidade quilombola

Governador João Doria participa de vacinação em quilombola
Governador João Doria participa de vacinação em quilombola Divulgação/Governo de São Paulo

A comunidade Quilombo Ivaporunduva, em Eldorado, região do Vale do Ribeira, em São Paulo recebeu a vacina contra a covid-19 neste sábado (23). Esse grupo está entre os prioritários da primeira fase do Plano Estadual de Imunização, do governo do estado de São Paulo. 

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“Os quilombolas serão vacinados, assim como os indígenas. É um ato humanitário, é um gesto correto da ciência e da saúde imunizar os indígenas do nosso Estado e a comunidade quilombola”, disse o governador João Doria, que participou da vacinação.

A primeira a receber a dose do imunizante foi a dona Benedita, de 77 anos. "Nós queremos saúde. Já estamos cansados desse combate da doença. Sinto saudade de quando podia estar na igreja, rezando, ir na casa dos amigos. Agora é mais difícil, tem que usar máscara e álcool", disse. 

Ela mora com dois filhos e três netos, e minutos antes da vacina, contou o "segredo da vida": "Eu não esquento a cabeça, não. E quero chegar aos cem", afirma.

“Ditão”, como é conhecido o seu Benedito Alves da Silva, que completará 66 anos no dia 11 de fevereiro, foi aplaudido antecipadamente pelo aniversário ao ser vacinado. “É muito importante essa vacina, não só para o Quilombo de Ivaparunduva, mas para todas as comunidades quilombolas do nosso estado. É uma doença devastadora. Então, é muito importante que essa vacina venha para a gente poder retomar o nosso trabalho, a nossa roça, a nossa conversa no final da tarde”, disse.

Localizada numa área de 2,8 mil hectares onde predomina o cultivo de bananas orgânicas, a comunidade possui cerca de 300 quilombolas com mais de 18 anos imunizados por meio desta iniciativa, que mobiliza 15 profissionais de Enfermagem da rede pública de saúde.

À região do Vale do Ribeira, foram enviadas 2,7 mil doses para início da campanha. Neste primeiro momento, profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e quilombolas receberão as doses, com o apoio de equipes da atenção primária do SUS, segundo as estratégias adequadas ao cenário local.



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