Saiba como funciona a ordem da fila de vacinação contra a covid-19

Estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação
Estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação Tânia Rêgo/Agência Brasil - 27.01.2021

A fila da vacinação contra o coronavírus obedece uma ordem entre os grupos prioritários estabelecida de acordo com Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19. A lista soma mais de 77,2 milhões de brasileiros e, segundo o Ministério da Saúde, garante o funcionamento dos serviços de saúde, a proteção dos cidadãos com maior risco, além da preservação do funcionamento dos serviços essenciais.

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O ministério orienta que os gestores de saúde sigam essa ordem. Mas estados e municípios têm autonomia para montar seu próprio esquema de vacinação e dar vazão à fila de acordo com as características de sua população, demandas específicas de cada região e doses disponibilizadas.

Por isso, que algumas cidades já anunciaram que vão começar a vacinação de idosos em geral, enquanto outras estão vacinando ainda pessoas mais velhas que vivem em instituições. 

Desde o dia 18 de janeiro, início da imunização no Brasil, mais de 7 milhões de doses já foram enviadas aos estados. O ministério afirma que  a 'fila' para receber a imunização foi baseada em princípios da OMS (Organização Mundial da Saúde) e organizada em acordo com entidades como os conselhos nacionais de secretários de saúde de secretarias municipais de saúde.

Veja a lista dos grupos prioritários para a vacinação

- Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas - 156.878

- Pessoas com deficiência institucionalizadas - 6.472

- Povos indígenas Vivendo em Terras Indígenas - 410.197

- Trabalhadores de Saúde - 6.649.307

- Pessoas de 80 anos ou mais - 4.441.046

- Pessoas de 75 a 79 anos - 3.614.384

- Povos e Comunidades tradicionais Ribeirinha - 286.833

- Povos e Comunidades tradicionais Quilombola - 1.133.106

- Pessoas de 70 a 74 anos - 5.408.657

- Pessoas de 65 a 69 anos - 7.349.241

- Pessoas de 60 a 64 anos - 9.383.724

- Comorbidades - 17.796.450

- Pessoas com Deficiências Permanente Grave - 7.744.445

- Pessoas em Situação de Rua - 66.963

- População Privada de Liberdade - 753.966

- Funcionário do Sistema de Privação de Liberdade - 108.949

- Trabalhadores de Educação do Ensino Básico - 2.707.200

- Trabalhadores de Educação do Ensino Superior - 719.818

- Forças de Segurança e Salvamento - 584.256

- Forças Armadas - 364.036

- Trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiros - 678.264

- Trabalhadores de Transporte Metroviário e Ferroviário - 73.504

- Trabalhadores de Transporte Aéreo - 64.299

- Trabalhadores de Transporte de Aquaviário - 41.515

- Caminhoneiros - 1.241.061

- Trabalhadores Portuários - 111.397

- Trabalhadores Industriais - 5.323.291

Acordos firmados

O governo federal firmou três acordos de encomenda tecnológica, que garantem mais de 354 milhões de doses ao longo de 2021. A Fiocruz/AstraZeneca tem 102,4 milhões de doses previstas até julho e em torno de 110 milhões no segundo semestre, com produção nacional.

Já Instituto Butantan/Sinovac prevê 46 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 e 54 milhões no segundo semestre. O consórcio Covax Facility terá 42,5 milhões de doses (10 laboratórios estão negociando o cronograma de entrega com o consórcio).



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