MDB turbina bancada e alianças para fazer frente a Alcolumbre

Senadores do MDB em plenário: Eduardo Gomes (TO), Simone Tebet (MS) e Eduardo Braga (AM)
Senadores do MDB em plenário: Eduardo Gomes (TO), Simone Tebet (MS) e Eduardo Braga (AM) Marcos Oliveira/Agência Senado

O MDB, maior bancada do Senado, deve apresentar na próxima sexta-feira (15) o nome do seu candidato à presidência da Casa, que concorrerá com o pré-candidato de Alcolumbre, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). 

Antes de anunciar um nome, no entanto, o partido faz dois movimentos: tenta aumentar a bancada, com a filiação de dois senadores, Rose de Freitas (Podemos- ES) e Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), ainda em negociação, e atrair outras siglas para um bloco: Podemos, PSDB, Cidadania e PSL. 

Se a estratégia for vitoriosa, o partido passará a ter 15 senadores e na melhor das hipóteses estará em um bloco com total de 36 senadores. Para ganhar a eleição são necessários 41 votos.

O movimento do MDB é uma resposta à recente movimentação de Pacheco, que já é pré-candidato e recebeu apoio formal de dois partidos, PSD e Pros, somando 19 senadores. Conta ainda com a força do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e com a preferência não oficial do presidente da República, Jair Bolsonaro, que diz que não irá interferir na eleição do Senado. 

O PSDB, um dos partidos cortejados pelo MDB, se restringe a dizer que vai apoiar a regra da maior bancada. Tradicionalmente no Senado o partido com maior bancada indica o presidente da Casa, o que não se confirmou em 2019 quando, rachada, a bancada do MDB perdeu no voto para Alcolumbre, do DEM, atualmente com a sétima bancada. 

Para entrar na aliança e apoiar o MDB o Podemos terá que desistir da pré-candidatura do senador Álvaro Dias (PR), líder da bancada. Os senadores do partido irão se reunir nesta semana para tomar uma decisão. 

Dentro do MDB há quatro pré-candidatos, Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra Coelho (PE), Eduardo Braga (AM) e Simone Tebet (MS), mas o cenário se afunila para os dois últimos. Braga é o líder na bancada e não tem a atuação governista de Gomes e Bezerra, o que restringe algumas alianças. Já Tebet enfrenta resistências internas, mas tem como ativo uma facilidade maior de aglutinar apoio de partidos independentes, como do Muda Senado, em torno do seu nome. 



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