'Invasão do Capitólio deve colocar democracia do Brasil em alerta'

Ministro Edson Fachin durante sessão plenária do STF
Ministro Edson Fachin durante sessão plenária do STF Fellipe Sampaio /SCO/STF 20.02.2020

Vice-presidente o Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin afirmou nesta quinta-feira (07) que a invasão do congresso norte-americano, “deve colocar em alerta a democracia brasileira”.

“Na truculência da invasão do Capitólio, a sociedade e o próprio Estado parecem se desalojar de uma região civilizatória para habitar um proposital terreno da barbárie. A alternância de poder não pode ser motivo de rompimento, pois participa do conceito de república”, afirmou.

A manifestação do magistrado se dá após confusão generalizada e invasão por apoiadores do presidente Donald Trump ao Capitólio, em Washington, nesta quarta-feira (6). O ato resultou em, pelo menos, quatro pessoas mortas - uma mulher foi baleada dentro do local e a polícia não deu detalhes sobre as outras três vítimas.

Manifestantes pró-Trump invadiram o Capitólio e enfrentaram a polícia
Manifestantes pró-Trump invadiram o Capitólio e enfrentaram a polícia Shannon Stapleton/Reuters - 06.01.2021

Trump não aceita a derrota para o democrata Joe Biden, que assumirá o cargo de presidente dos EUA no dia 21 de janeiro.

Fachin destacou que o país irá às urnas em outubro de 2022 para as eleições presidenciais e ressaltou a importância dos pleitos periódicos conforme “as regras estabelecidas na Constituição e uma Justiça Eleitoral combatendo a desinformação são imprescindíveis para a democracia e para o respeito dos direitos das gerações futuras”.

“Quem desestabiliza a renovação do poder ou que falsamente confronte a integridade das eleições deve ser responsabilizado em um processo público e transparente. A democracia não tem lugar para os que dela abusam”, ressaltou.

Apoiador declarado de Trump, Bolsonaro afirmou hoje que houve fraude na eleição dos Estados Unidos e voltou a falar sobre voto impresso. "Se nós não tivermos voto impresso em 2022, vamos ter problemas maiores que os Estados Unidos."

Sem apresentar provas, assim como Trump, o presidente brasileiro enumerou supostas irregularidades no processo eleitoral americano. "Houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa lá, ninguém pode negar isso aí", disse Bolsonaro a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada.



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