Anvisa: laboratório não apresentou novos documentos da Sputnik V

Fundo russo fez parceria com farmacêutica brasileira para produção nacional da Sputnik V
Fundo russo fez parceria com farmacêutica brasileira para produção nacional da Sputnik V Maxim Shipenkov/EFE/EPA - 05.12..2020

Após uma reunião com representantes da farmacêutica União Química, nesta quinta-feira (21), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reiterou que a empresa ainda não tem condições de submeter a vacina contra covid-19 Sputnik V ao processo de uso emergencial.

Em nota, a agência reguladora afirma que "não houve pedido de uso emergencial e não foram apresentados documentos novos para a autorização de pesquisa no Brasil" durante o encontro.

No último sábado (16), a Anvisa rejeitou um pedido de uso emergencial da Sputnik V feito pela União Química.

Segundo o órgão, esse tipo de modalidade requer que a vacina esteja em testes clínicos de fase 3 no Brasil, o que não é o caso até o momento.

A União Química firmou uma parceria com o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto), detentor dos direitos comerciais da vacina produzida pelo Instituto Gamaleya, para a produção do imunizante no Brasil.

Há, inclusive, uma reserva de 10 milhões de doses do produto para o Brasil, mas que dependem da autorização da Anvisa.

A alternativa seria o registro sanitário, que é definitivo, mas segue um rito mais lento e burocrático do que a autorização de uso emergencial.



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