Pazuello diz que prazo para aprovação de vacina é de 60 dias

Na imagem, o ministro Eduardo Pazuello (Saúde)
Na imagem, o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) Valter Campanato/Agência Brasil - 14.10.2020

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira (8) que o prazo de aprovação de uma vacina contra a covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é de 60 dias.

“E a Anvisa, dentro de sua responsabilidade para analisar o registro da vacina, é acusado um tempo para obter (a aprovação do imunizante). E esse tempo, até agora colocado, gira próximo a 60 dias”, afirmou Pazuello em áudio obtido pelo R7 Planalto.

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Pazuello falava sobre a vacina produzida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford (Reino Unido).

O ministro disse que o imunizante está na fase três, mas que deve ser concluído até o fim deste ano. “Qual é a previsão de isso (registro) encaminhar para a Anvisa? Pelos nossos contatos, até o final de dezembro”, disse.

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As afirmações foram feitas pelo titular da Saúde durante reunião com governadores – o encontro foi marcado pelo bate-boca entre Pazuello e João Doria (PSDB), governador de São Paulo e principal rival do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que acusou o governo federal de politizar a vacina contra o novo coronavírus.

“A vacina Covas Facility recebeu investimento de R$ 2.5 bilhões. O ministério anunciou também investimento de mais de R$ 1 bilhão na vacina da AstraZeneca. Ambas não foram aprovadas pela Anivsa. Agora, a CoronaVac não recebeu nenhum investimento do governo federal. O que difere, ministro, a condição da sua gestão de privilegiar duas vacinas em detrimento de outra? É de ordem ideológica, política ou razão de falta de interesse em disponibilizar mais vacinas?”, questionou Doria.

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Pazuello respondeu que a pasta acompanha o desenvolvimento de nove vacinas e negou viés político na corrida pelo imunizante contra a covid-19.

A reunião contou com a participação de outros governadores, como Wellignton Dias (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Paulo Câmara (PSB-PE), Helder Barbalho (MDB-PA) e Gladson Cameli (PP-AC). Os titulares cobraram do governo federal um plano concreto de vacinação, cronograma de datas, relatórios sobre compras e entregas de imunizantes.



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