Inflação dos supermercados em SP acumula alta de 12,53% no ano

Inflação dos supermercados em SP acumula alta de 12,53% no ano
Inflação dos supermercados em SP acumula alta de 12,53% no ano Pilar Olivares/Reuters - 10.9.2020

A inflação dos supermercados do Estado de São Paulo ficou em 1,58% em novembro. Na comparação com novembro do ano passado, há alta de 0,3 ponto percentual. Já no acumulado do ano, o índice soma 12,53% de alta.

Os dados são do Índice de Preços dos Supermercados, calculado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) e pela Fipe.

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Com o índice, a inflação registrada nos estabelecimentos do setor fica acima da expectativa oficial do mercado de variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), previsto para fechar 2020 em 4,21%. O percentual calculado pelo mercado foi divulgado pelo Banco Central no início do mês.

A alta do mês foi puxada pelas proteínas. Segundo a Apas, o custo de produção subiu em decorrência da alta da ração dos animais. Soma-se a isso o aumento da demanda por suínos e a demanda internacional de importação. No geral, os cortes bovinos subiram 3,8% e as aves 2%, frente aos 5,3% e 9,1% registrados em outubro, respectivamente. Os suínos subiram 8%, praticamente mantendo a elevação do mês anterior. Os suínos têm a maior alta das proteínas no acumulado do ano, chegando a 31,98%

Pelo segundo mês consecutivo, itens da cesta básica tiveram aumentos menores. No entanto, no acumulado do ano, os porcentuais continuam a subir. O óleo, que chegou a registrar alta 30,6% em setembro, subiu 16,4% em outubro e 9,6% em novembro. O arroz, por sua vez, desacelerou de uma alta de 16,9% para 10,48% e, agora, 5,7%. Já o leite, que chegou a registrar inflação de 7,2% em setembro, teve deflação de 4,2% em novembro. Já no acumulado do ano, a categoria "óleos" tem alta de 61,36%; os cereais, de 49,58%; os legumes, por sua vez, somam alta de 35 25% em 2020.

"O início dessa queda se deve ao fato de os consumidores estarem mais cautelosos e o governo federal ter zerado a taxa de importação do arroz. A redução dos preços, de uma forma geral, será mais perceptível quando começar a safra do início de 2021", aponta o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos.



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