Políticos discutem ida de comissão a Angola ver situação de brasileiros

Senador Nelsinho Trad e deputados Marcos Pereira e Márcio Marinho
Senador Nelsinho Trad e deputados Marcos Pereira e Márcio Marinho Luiz Monteiro/Record TV

Autoridades políticas brasileiras se reuniram nesta quarta-feira (22), em Brasília, para planejar a comissão do Congresso Nacional que vai para Angola cobrar o fim da violência e a perseguição a religiosos da Igreja Universal. Um abaixo-assinado com quase 100 mil assinaturas exige providências do governo de Angola.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), e o embaixador de Angola no Brasil, Florêncio Mariano da Conceição e Almeida, estiveram pessoalmente no Palácio do Itamaraty para discutir com o chanceler, Ernesto Araújo, a ação de dissidentes angolanos que - há um mês - invadem templos da Igreja Universal do Reino de Deus no país africano. E usam de violência para perseguir e até expulsar religiosos brasileiros de suas casas.

Também participaram do encontro o presidente de honra do Republicanos, Marcos Pereira, e os deputados Márcio Marinho (Republicanos-BA) e Luis Miranda (DEM-DF). Ficou acertado que na próxima semana, em dia a ser definido, os chanceleres de Brasil e Angola farão uma reunião virtual para discutir a crise. Deputados da bancada evangélica também participarão da reunião virtual, a convite do embaixador de Angola no Brasil.

Comitiva

Por unanimidade, o Senado Federal aprovou o envio de uma comitiva de parlamentares ao país africano para pedir apoio às autoridades angolanas e demonstrar repúdio e indignação com os últimos episódios.

A viagem deve acontecer a partir da segunda semana de agosto, já que as fronteiras estão fechadas por conta da pandemia. Enquanto isso, autoridades brasileiras e angolanas vão fazer reuniões virtuais.

Depois das manifestações de autoridades dos três poderes da República, agora foi a vez da União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos, com mais de 50 mil representantes, cobrar providências das autoridades angolanas. Um abaixo-assinado online lançado pela entidade já reúne quase 100 mil assinaturas.

O documento é intitulado "Repúdio à violência contra a ordem constitucional e a liberdade religiosa em angola". O texto diz que "os recentes acontecimentos de manifesta violência à ordem constitucional assombraram a Unigrejas. E como representante ativa de milhares de ministros evangélicos no brasil, a entidade vem manifestar o seu repúdio frente à omissão das autoridades angolanas".

O movimento violento - formado por ex-integrantes angolanos da instituição, que foram afastados por comportamento imoral ou atos criminosos - também tramou um golpe financeiro. Eles apresentaram uma ata falsificada para tentar provar que são os representantes legais das contas da Igreja Universal.

 

A manobra criminosa fez com que dois bancos do país africano, o Sol e o Banco Bic, tomassem uma medida irresponsável: bloqueassem as contas bancárias, impedindo o pagamento de funcionários e despesas da instituição brasileira. O que, segundo as leis angolanas, só poderia acontecer com uma ordem judicial.

"Nós estamos indignados, preocupados com o avanço, cada dia eles avançam, no sentido de perseguir, é uma perseguição religiosa", disse Honorilton Gonçalves, bispo líder da Igreja Universal em Angola.



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