Covid-19: saiba mais sobre a vacina da Pfizer em teste no país

Vacina da Pfizer será testada em voluntários em São Paulo e Salvador
Vacina da Pfizer será testada em voluntários em São Paulo e Salvador Governo do Estado de São Paulo - 21.07.2020

A empresa Pfizer anunciou que irá conduzir testes da terceira e última fase da sua vacina contra a covid-19, a BNT162, no Brasil a partir desta terça-feira (28).

Criado em parceria com a empresa alemã BioNTech, o imunizante é feito com a técnica de RNA mensageiro, que já vem sendo testada pela empresa Moderna nos Estados Unidos.

Os testes vão ser realizados no Centro Paulista de Investigação Clínica, em São Paulo, e na Instituição Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. Cerca de 30 mil pessoas participarão do estudo, sendo mil no Brasil.

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Para esse tipo de vacina, chamada de genética, a molécula de RNA é produzida em laboratório. A molécula entra na célula por diferentes mecanismos concedendo a ela informações necessárias para produzir uma das proteínas que compõem o vírus.

Desta forma, o sistema imunológico identifica a proteína como um patógeno, um corpo estranho que precisa ser combatido, e inicia uma resposta imunológica.

Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) esplica que o método utilizado é diferente das duas outras vacinas que vêm sendo testadas no Brasil. A vacina de Oxford, desenvolvida pela Universidade de Oxford e a empresa AstraZeneca, que será produzida pela Fiocruz, é feita com um tipo de adenovírus modificado que carrega um pedaço do material genético do novo coronavírus, fazendo com que as células do corpo produzam espinhos, similares ao do vírus, criando, assim, anticorpos contra a covid-19.

Já a Coronavac, da empresa Sinovac, que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, é feita com o novo coronavírus inativado, que não consegue se replicar, mas faz com que o sistema imunológico reaja e crie os anticorpos necessários.

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Segundo a Pfizer, a escolha do Brasil para participar do estudo foi baseada no conhecimento científico e capacidade local, assim como na epidemiologia da doença e experiência prévia do país para a realização de estudos clínicos.

"As companhias continuarão avaliando o plano de desenvolvimento clínico no decorrer do período e verificando a necessidade e a viabilidade de locais adicionais", informou em nota à imprensa.

A Pfizer estima ter uma produção de 1,3 bilhão de doses entre 2020 e
2021.

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