Deputada cobra transparência da gestão Doria no combate à covid-19

A deputada estadual Edna Macedo
A deputada estadual Edna Macedo Divulgação

A deputada estadual Edna Macedo (Republicanos) cobrou transparência da gestão João Doria e que os R$ 320 milhões que serão cortados pelo Legislativo em salários e outros custos sejam realmente destinados ao combate da pandemia de covid-19.

Em sessão virtual na quinta-feira (30), que culminou com a aprovação do corte de despesas, Edna Macedo afirmou que a gestão Doria perdoa dívidas de forma seletiva e faz contratações por valores abusivos sem licitação - em razão do estado de calamidade pública.

Ao mesmo tempo, não investe nos hospitais estaduais e opta por ações que chamam a atenção, como os hospitais de campanha. "O problema não é cortar na carne, é para onde vai ser direcionada essa verba. Tendo em vista que a falta de transparência desse governo é que nos faz ficar cabreiros", diz.

Ela listou uma série de ações recentes da gestão:

- Contrato de R$ 12 milhões para implantação de novos radares, suspensos pela Justiça. "O que isso vai contribuir para o combate à pandemia?", questiona a deputada.

- Compra de respiradores por mais de R$ 180 mil cada um, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

- Desapropriação para a construção de uma praça de pedágio em São Carlos, na Rodovia Engenheiro Thales de Lorena, SP-318, km 254.

- Deixar de cobrar multas de empresas que pararam obras do Trecho Norte do Rodoanel e da Linha 6-Laranja.

"Engraçado. Por acaso o governador prorrogou os prazos para pagamento de IPVA e demais impostos e taxas estaduais para aqueles que se encontram em dificuldades financeiras?", questiona. "Claro que não, aí não pode, porque a arrecadação vai diminuir. É necessário compensar os milhões que ele está perdoando aos apaniguados dele", diz.

 

Hospitais de campanha

 

Edna Macedo também defendeu que o governo de São Paulo perdeu a oportunidade de investir nos hospitais públicos, nos prédios próprios "que são uma vergonha, a maioria, salvo alguma exceção", define. Ela cita por exemplo o prédio do antigo Hospital Sorocabana, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, onde funcionam uma AMA e um Hospital Dia, da Prefeitura de São Paulo, mas que tem cinco andares fechados.

Outros problemas recorrentes na rede estadual, segundo a deputada, são falta de insumos e equipamentos, além de médicos e enfermeiros. "Ele achou melhor investir nos hospitais de campanha, ficam expostos, chamam a atenção. Então o povo pensa que eles realmente estão preocupados", diz.



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