O governo de São Paulo analisa a possibilidade de estabelecer uma espécie de "rodízio de estudantes", a partir de julho, em retomada gradual das aulas. A intenção consta no chamado "Plano São Paulo", um conjunto de medidas que está em desenvolvimento para a reabertura das atividades econômicas e sociais a partir do dia 11 de maio.
A informação foi antecipada nesta sexta-feira (24) por Rossieli Soares, secretário de Educação, que afirmou ainda que todas as decisões serão tomadas levando em consideração as recomendações do Comitê de Contingência do Coronavírus e da Secretaria Estadual de São Paulo.
"Para ensino fundamental e médio, e posso dizer também para o ensino superior, nós estamos trabalhando a volta em forma de rodízios. Numa possível liberação, possível porque dependerá exclusivamente de decisão das autoridades de saúde", disse o secretário.
Uma redução no número de turmas também está prevista no plano. Segundo o governo, o objetivo é garantir que, mesmo com o retorno presencial, os alunos tenham condições de colocar em prática o distanciamento social — essencial para diminuir a velocidade de transmissão do novo coronavírus.
De acordo com o secretário, todos os protocolos estão sendo construídos em parceria com a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação), universidades estaduais e, ainda, instituições privadas de ensino.
"O critério geográfico também será observado. Sempre observando o distanciamento social, a higiene, sanitização de ambientes, comunicação e monitoramento de tudo isso", completou.
As aulas online, no entando, serão retomadas já a partir do dia 27 de abril. "Transmissão da TV Educação, parceria com a TV Univesp, que nos cedeu espaço. Estamos concluindo o planejamento com muitos desafios e certamente um aprendizado em conjunto", explicou Rossieli Soares.
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