Moro comemora queda de crimes e ironiza 'especialistas' na web

O ministro Sergio Moro
O ministro Sergio Moro Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, usou o Twitter neste sábado (4) para destacar a queda na criminalidade no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro e ironizou o que ele chamou de "especialistas" no tema que não reconheceriam o seu trabalho à frente da pasta desde janeiro do ano passado. Disse que eles poderiam atribuir a queda ao mago Merlin, se quiserem. 

"Crimes caíram em todo o país em percentuais sem precedentes históricos em 2019. Leio de alguns 'especialistas' em segurança pública que o governo federal não tem nada a ver com isso. Dos mesmos que compunham ou assessoravam os governos anteriores quando os crimes só cresciam", disse Moro, sem nomear quem seriam esses especialistas.

"Se quiserem atribuir a queda ao Mago Merlin, não tem problema. Os criminosos, sem diálogos cabulosos, sabem porque os crimes caem. Trabalhamos para melhorar a vida das pessoas e o que importa é que os crimes continuem caindo", afirmou.

Em seguida, ele postou uma ilustração em alusão ao mago. Moro retuitou vídeo publicado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com destaques sobre a redução da criminalidade no ano. 

Um dos temas abordados é o programa "Em Frente Brasil", projeto piloto de enfrentamento à criminalidade violenta. Desde 30 de agosto, as cidades de Ananindeua (PA), Cariacica (ES), Goiânia (GO), São José dos Pinhais (PR) e Paulista (PE) contam com uma atuação conjunta entre as forças de segurança federais, estaduais e municipais. A queda nos homicídios foi de 53%. Já os homicídios considerando todo o país caíram 22%, segundo publicação de dezembro do ministro Moro. 

Leia mais: Moro diz que texto final de projeto anticrime tem avanços

Outro destaque do vídeo é a lei que facilita a venda de bens de criminosos, originária de uma medida provisória publicada pelo governo. A expectativa era arrecadar R$ 100 milhões em 2019 com a venda de bens de traficantes.

O vídeo também cita o excludente de ilicitude, um dos pontos originais do projeto anticrime, mas que acabou retirado por deputados do texto que tramitou no Legislativo e já sancionado por Bolsonaro no final do ano. A ideia seria dar respaldo aos policiais. O projeto recebeu críticas de parte dos congressistas, que afirmam que ele aumentaria a violência policial. O excludente de ilicitude voltou ao Congresso por meio de um projeto de lei enviado pelo presidente Bolsonaro.



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