PF indicia Lula por propina disfarçada de doações para Instituto

Lula passou 580 dias preso na Superintendência da PF em Curitiba
Lula passou 580 dias preso na Superintendência da PF em Curitiba Eduardo Anizelli/Folhapress - 7.4.2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado por corrupção em mais um inquérito da operação Lava Jato concluído pela Polícia Federal na segunda-feira (23).

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", Lula também foi acusado de lavagem de dinheiro pelo recebimento de 4 milhões de reais da Odebrecht repassado ao Instituto Lula, que segundo a Polícia, o dinheiro era propina disfarçado como doações.

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Além do ex-presidente,  o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e o presidente do instituto Lula, Paulo Okamotto, e Marcelo Odebrecht, que na época comandava a empresa, também foram indiciados.

Segundo o relatório do inquérito montado pela Polícia Federal, o dinheiro foi repassado para o Instituto Lula no período entre dezembro de 2013 e março de 2014, quando Lula já havia deixado a Presidência da República.

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As informações constavam em um arquivo da Odebrecht  nomeada como “Planilha Italiano”, que segundo as investigações seria uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci.

“As evidências mostraram que os recursos transferidos pela Odebrecht sob a rubrica de ‘doações’ foram abatidos de uma espécie de conta-corrente informal de propinas mantida junto à construtora, da mesma forma ocorrida com aqueles destinados à aquisição do imóvel para o Instituto Lula. Surgem, então, robustos indícios da origem ilícita dos recursos e, via de consequência, da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, considerando o pagamento de vantagem indevida a agente público em razão do cargo por ele anteriormente ocupado”, diz o relatório de indiciamento.

Defesas

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, afirmou: "O indiciamento é parte do Lawfare promovido pela Lava Jato de Curitiba contra o ex-presidente Lula e não faz nenhum sentido: as doações ao Instituto Lula foram formais, de origem identificada e sem qualquer contrapartida. À época das doações Lula sequer era agente público e o beneficiário foi o Instituto Lula, instituição que tem por objetivo a preservação de objetos que integram o patrimônio cultural brasileiro e que não se confunde com a pessoa física do ex-presidente."

O criminalista Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, que defende o ex-ministro Antônio Palocci, falou. "Antônio Palocci colaborou de modo efetivo com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal para o esclarecimento dos fatos investigados."

"A Odebrecht, comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente, tem colaborado com as autoridades de forma permanente e eficaz, em busca do pleno esclarecimento de fatos do passado", afirma a empresa em nota.

A reportagem entrou em contato com as assessorias do Instituto Lula e de Marcelo Odebrecht e aguarda posicionamento.



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