Em uma sala no 2º Comando do Distrito Naval em Salvador, na Bahia, representantes do IBAMA, ANP, Defesa Civil, Petrobras, ICMBio, de uma consultoria especialista em emergências ambientais e da própria Marinha, monitoram a situação sobre o aparecimento de manchas de óleo no litoral do nordeste brasileiro há pelo menos 40 dias.
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Ali funciona o GAA (Grupo de Acompanhamento e Avaliação) que é responsável por traçar as medidas e monitorar os pontos de surgimento de manchas de óleo no litoral brasileiro e também coordenar uma rede de apoio que inclui navios da Marinha, da Petrobras, helicópteros do IBAMA e aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) que atuam em alto mar em busca de indicadores novas manchas e remove-las antes que cheguem nas praias.
O grupo é permanente e desenvolve um monitoramento contínuo, mas se reúne presencialmente apenas para atendimento de emergências como este do surgimento das manchas de petróleo no nordeste brasileiro.
“Aqui é onde ocorre a integração de vários órgãos do governo, em prol da resposta, que é a retirada deste materiais das praias. A ideia é ampliar a capacidade resposta, com uma interação das agências, onde ficamos mais fortes e otimizamos recursos, para que com maxima agilidade possamos retirar esse óleo dos locais atingidos”, explica Alvaristo Nagem Dair Júnior, comandante da Marinha responsável pelo local.
Assista aqui o vídeo completo
Em um telão os representantes do órgãos acompanham em tempo real a posição das equipes de monitoramento no mar, as frentes de trabalho de limpeza das praias e dados como o fluxo da maré, a temperatura da água na região e um painel de visualização rápida com uma posição e marcação das áreas onde o óleo foi visto.
Uma equipe de militares monitora estes sistemas e fazem as atualizações e relatórios, que servem de base para todas as ações do Governo Federal no assunto. Um monitor com uma câmera também permite uma conversa por videoconferência com todos do grupo a qualquer momento.
No outro canto da sala, uma lousa branca demarca ações mais imediatas e ajudam que todos possam acompanhar estes processos. Ali ficam anotadas as tarefas e os contatos das equipes de helicópteros, dos navios, o total de resíduos que cada localidade tem retirado das praias, e uma lista de locais onde uma ação mais imediata está em curso.
Apesar de toda tecnologia, o comandante do GAA lembra que a densidade do óleo tem dificultado o trabalho para prever e prevenir que as manchas cheguem as praias. “O óleo que existe hoje ele flutua abaixo do nível do mar, o que dificulta sua identificação por equipamentos, por isto recorremos a navios, aeronaves e apoios em terra neste monitoramento preventivo”, conclui Dair.
Sala de situação em Brasília
Neste sábado o Governo Federal anunciou que uma sala semelhante a que já opera em Salvador deve entrar em operação em Brasília, onde já funcionava o centro de monitoramento das queimadas na Amazônia.
Com a estrutura montada, está previsto que equipes que trabalham em salvador sejam transferidas para a capital federal para desenvolver o mesmo trabalho.
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