O ‘Dia D’ de vacinação contra o sarampo, promovido em todo o Estado de São Paulo, neste sábado (19), imunizou 23,6 mil crianças.
A informação é da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo que divulgou um balanço baseado nos dados passados pelos municípios até o meio da tarde.
Desde o início da campanha, 294,2 mil crianças compareceram aos postos, sendo que parte delas estava com a vacinação em dia. Ao todo, foram vacinadas 71,7 mil crianças contra a doença até agora.
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A campanha de vacinação vem sendo realizada desde o dia 7 de outubro, e é destinada a crianças a partir de 6 meses e menores de 5 anos.
Esse público é considerado mais vulneráveis a apresentar complicações pela doença.
Neste ano, até o momento, há 6.861 casos confirmados laboratorialmente. Desde agosto, houve doze mortes decorrentes de complicações pelo sarampo.
Com a ação, que será promovida até o dia 25 deste mês, a Secretaria Estadual da Saúde espera atender 2,2 milhões de crianças em todo o Estado.
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Para conferir se a sua vacina está em dia ou tomar uma dose, a criança e o responsável devem comparecer a um posto de saúde, preferencialmente com a carteirinha de vacinação, para que um profissional verifique a necessidade de aplicação da dose.
O calendário nacional de vacinação prevê a aplicação da tríplice aos 12 meses e também aos 15 meses para reforço da imunização com a tetraviral, que protege também contra varicela.
Neste ano, os bebês com menos de 12 meses também devem receber a chamada “dose zero”, que não é contabilizada no calendário.
A vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para os pais e responsáveis por crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações, manter higienização e ventilação de ambientes adequados.
Também é importante procurar imediatamente um serviço de saúde diante de qualquer sintoma da doença, como manchas vermelhas pelo corpo, febre, coriza, conjuntivite, manchas brancas na mucosa bucal.
Somente um profissional de saúde poderá avaliar e dar as recomendações necessárias.
A Secretaria também orientou que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a dose feita sem esse componente.
Para as crianças com alergia grave ao ovo, é recomendável procurar orientação médica, para que a Vigilância Municipal agende o atendimento em serviço apto a administrar da vacina em ambiente controlado e com condições de realizar o atendimento de anafilaxia (reação alérgica grave), caso necessário.
A campanha iniciará a sua segunda fase em novembro.
Ela será focada em jovens de 20 a 29 anos e será realizada entre os dias 18 e 30 de novembro, quando a secretaria promoverá outro “Dia D”.
Esse grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.
Os municípios devem ainda seguir realizando ações de bloqueio diante da notificação de casos da doença.
A vacina é contraindicada também para pessoas imunodeprimidas e gestantes.
Pessoas nascidas antes de 1960, na sua maioria, já tiveram a doença na infância e possuem imunidade (proteção) por toda a vida, não necessitando ser vacinadas, conforme diretriz do Ministério da Saúde.
As pessoas que tiverem dúvidas quanto à imunização adequada devem procurar um posto, com a carteira vacinal em mãos, para que um profissional de saúde verifique a necessidade de aplicação, que ocorrerá de forma “seletiva”, ou seja, apenas em quem tiver alguma pendência.
O Programa Estadual de Imunização prevê que crianças e adultos, com idade entre um ano a 29 anos, devem ter duas doses da vacina contra o sarampo no calendário.
Acima desta faixa, até 59 anos, é preciso ter uma dose. Não há indicação para pessoas com mais de 60 anos, pois esse público potencialmente teve contato com o vírus, no passado.
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