Israel trará produto que evita novos focos de incêndio na Amazônia

Embaixador: ajuda à Amazônia está perto de chegar
Embaixador: ajuda à Amazônia está perto de chegar Edu Garcia/R7

O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, deu mais detalhes nesta segunda-feira (26) sobre a ajuda que seu país dará no combate às queimadas na região amazônica. Segundo ele, nos próximos dias serão entregues em solo brasileiro — o local ainda não está definido — de "200 a 300 toneladas de retardantes de fogo", produtos químicos que serão pulverizados de aeronaves em áreas que ainda não foram destruídas, em uma estratégia para conter a expansão dos incêndios.  

Shelley recebeu na manhã desta segunda-feira (26) o colar de honra ao mérito da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na capital paulista, em um evento marcado pelo deputado estadual do PSL, Tenente Nascimento. A cerimônia também serviu para homenagear o hospital israelita Albert Einstein. 

O embaixador afirmou que o produto químico deve ser comprado por Israel nos Estados Unidos e talvez "demore um dia" para ser entregue na Amazônia. "Temos que fazer toda a coordenação de onde vai chegar e para onde vai. Por isso pode demorar um pouco mais."

Bolsonaro afirmou no domingo (25) que ligou para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e ele prontamente se comprometeu a contribuir no combate ao fogo na Amazônia, e que aviões de lá chegariam ao Brasil com esse intuito. O embaixador de Israel esclareceu que as aeronaves deverão apenas trazer os produtos químicos, mas não caberá a elas o despejo das substâncias na floresta.

Ele explicou que, ao contrário da operação em Brumadinho (MG), na qual Israel auxiliou as equipes brasileiras com equipamentos de alta tecnologia na busca por sobreviventes da barragem que desmoronou em janeiro deste ano, desta vez a ajuda se dá mais por uma questão de amizade entre os países. "Não é algo que só Israel fabrique ou que só ele tenha", deixou claro. "É um esforço para contribuir, de nações que são próximas".

Mais cedo, durante seu pronunciamento na Alesp, Shelley disse que nunca houve um momento tão bom na relação entre Brasil e Israel. "Tivemos problemas nos últimos 10, 15 anos, mas isso tudo foi superado graças ao esforço do presidente Jair Messias Bolsonaro", analisou.

Bolsonaro foi o tema direto ou indireto de praticamente todos os discursos do evento. Os deputados estaduais paulistas do PSL, mesmo partido do presidente, agradeceram o hospital Albert Einstein por ter "salvado a vida do nosso capitão", segundo as palavras do Tenente Nascimento. "Sabíamos que seria empregado o que há de melhor no país para que ele se recuperasse", completou o organizador da cerimônia. 

Outros deputados do partido elogiaram o país. Frederico D'Ávila afirmou que "tudo o que há de mais tecnológico no mundo vem de Israel", citando os trabalhos de dessalinização de águas do mar e pesquisas na área de medicina. Adalberto Freitas declarou que torce para que essa aliança entre as nações seja "infinita".  

O presidente do hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, afirmou que Bolsonaro recebeu o mesmo tratamento que qualquer cidadão receberia pela instituição, preocupada sempre com uma "visão humanista" de como lidar com os pacientes. Prova de que não há privilégios, disse ele, é que "hoje, temos mais pessoas atendidas via Sistema Único de Saúde (SUS) do que por planos de saúde privados". "Não são cuidados que reservamos a figuras públicas, mas a todos os brasileiros país afora".



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