Hacker diz que Manuela D'Ávila passou contato de Glenn Greenwald

Hacker diz à PF que entrou em Telegram de Dallagnol
Hacker diz à PF que entrou em Telegram de Dallagnol Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Em depoimento para a Polícia Federal em Brasília, o suposto hacker Walter Delgatti Neto, preso na última quarta-feira (24), disse que conseguiu o contato do jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, por meio da ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB).

No depoimento, Delgatti afirmou que entrou em contato com a ex-deputada no dia 12 de maio, domingo de Dia das Mães, para dizer que tinha um acerto de conversas do MPF contendo irregularidades.

LEIA: Manuela D'Ávila admite ter passado contato de Glenn a hacker

Posteriomente, ele conversou com o jornalista do The Intercept e mostrou o material que havia obtido no Telegram dos procuradores da República Deltan Dallagnol, Orlando Martelo Júnior, Diogo Castor e Januário Paludo.

No depoimento para PF, Delgatti afirmou que não realizou qualquer edição dos conteúdos das contas de Telegram das quais teve acesso. O suposto hacker disse que acredita não ser possível fazer edição das mensagens do Telegram em razão do formato utilizado pelo aplicativo.

Todos os contatos telefônicos, segundo o Delgatti, foram obtidos por meio de invasões a telefones celulares. Conforme o depoimento, ele conseguiu o contato da ex-deputada por meio da agenda do Telegram da ex-presidente Dilma Rousseff.

O contato da petista, por sua vez, havia conseguido através da lista de contato do Telegram do ex-governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão. Delgatti, no entanto, diz não se recordar como conseguiu o contato de Pezão.

O suposto hacker disse que não armazenou nenhum conteúdo das contas da ex-presidente e do ex-governador do Rio de Janeiro porque tinham poucas mensagens.

Segundo o depoimento de Delgatti, em um primeiro momento, a Manuella não havia acreditado que no material que havia obtido dos procuradores, por isso não queria passar o contato de Glenn.

O suposto hacker, então, enviou uma conversa em áudio de uma conversa entre os procuradores Orlando Martelo Júnior e Januário Paludo. Cerca de 10 minutos após ter enviado o áudio, Delgatti diz ter recebido uma mensagem do jornalista.

Ainda conforme o depoimento à Polícia Federal, Glenn teria dito ao suposto hacker que tinha interesse no material. Delgatti começou a passar o material pelo próprio Telegram, mas como era muito volumoso, criou uma conta na nuvem e passou a senha para o jornalista.

O suposto hacker diz que em momento algum o editor do The Intercept teve acesso aos seus dados pessoais e que nenhum jornalista do site o conhecia. Delgatti ainda disse para a PF que nunca recebeu nenhum valor, quantia ou vantagem em troca do material.

O suposto hacker ainda disse que a acessar a conta no Telegram do ex-presidente Lula, no entanto, não armazenou nenhum conteúdo e apenas a agenda do aplicativo.

Delgatti negou, no depoimento à PF, que tenham invadido o Telegram da deputada federal Joice Hassemann e do ministro da Economia, Paulo Guedes, ou de qualquer outra autoridade do atual Governo Federal.

O R7 tenta contato com a ex-deputada Manuella d'Ávila, mas ainda não foi atendido. Nas redes sociais, ela confirmou o contato com o suposto hacker que, em um primeiro momento, apareceu com nome de um contato de sua agenda e depois disse que era um invasor.

Ela afirma que havia recebido um comunicado no Telegram dizendo que o aplicativo havia sido invadido no Estado da Virginia, nos Estados Unidos. E, segundo ela, minutos depois o hacker enviou mensagem.

No contato pelo Telegram, ele teria se identificado como "alguém que tinha obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras". Segundo Manuella, o hacker disse que "queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país, sem falar ou insinuar que pretendia receber pagamento ou vantagem de qualquer natureza".

"Pela invasão do meu celular e pelas mensagens enviadas, imaginei que se tratasse de alguma armadilha montada por meus adversários políticos. Por isso, apesar de ser jornalista e por estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte, repassei ao invasor do meu celular o contato do reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald", disse a ex-deputada.

A ex-deputada afirma desconhecer a identidade do responsável pela invasão em seu celular e se colocou "a inteira disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos em apuração" e disse que disponibiliza seu aparelho celular para exame pericial.

Já o The Intercept tem se pronunciado desde o começo das investigações que "não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas".

Uma nota publicada pelo site na noite de quinta-feira (25) diz que "a operação deflagrada pela Oikpucua Federal não muda o fato de que a Constituição Federal gatante o direito do Intercept de publicar suas reportagens e manter sigilo da fonte".



from R7 - Brasil https://ift.tt/2YkIsRj
via IFTTT
Share on Google Plus

About Brasileiro Nato

Ut wisi enim ad minim veniam, quis nostrud exerci tation ullamcorper suscipit lobortis nisl ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit esse molestie consequat, vel illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et accumsan et iusto odio dignissim qui blandit praesent luptatum zzril delenit augue duis.

0 comentários:

Postar um comentário