PMs presos por tráfico desviaram 297kg de maconha
Durante a investigação sobre uma organização criminosa com ramificações em pelo menos seis estados, a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) esbarraram em evidências de um ilícito ainda mais grave: a suspeita de que 17 policiais militares da capital do país se uniram no propósito de prender um traficante apenas para roubar o produto do crime. Essa apuração, realizada pela Divisão de Combate ao Crime Organizado (Draco), resultou nesta quinta-feira (6/6) na deflagração da Operação Dolus Manus, com a prisão preventiva de 13 PMs e o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em vários endereços, como as residências dos policiais, os batalhões onde estão lotados, a Casa Militar do governo do DF e o Centro de Inteligência da Polícia Militar do DF.
Segundo os investigadores, os policiais militares criaram um grupo no WhatsApp com o nome de “Op. Five Hundred”, da qual participavam policiais militares da Patamo, de batalhões operacionais e do Centro de Inteligência da PM. Quatro policiais que trabalham nessa área também tiveram a prisão requerida na Operação Dolus Manus, mas a Justiça considerou que não havia por ora elementos para decretá-la. Eles, no entanto, foram alvo de mandados de busca e apreensão, segundo decisão dos juízes Henaldo Silva Moreira e Alessandro Marchió Bezerra Gerais.
A suspeita é de que Toninho do Pó fugiu algemado após ser preso por policiais militares. Uma vizinha, moradora da chácara onde houve apreensão da droga que pertenceria ao traficante, relatou tê-lo visto em uma viatura da PM na companhia de quatro policiais militares fardados. A cena despertou seu interesse, mas ela foi advertida por um dos PMs para que não se aproximasse, segundo depoimento que prestou à Polícia Civil.
Segundo a investigação, Toninho do Pó foi preso e torturado para que entregasse a droga. Ao registrarem ocorrência na 20ª DP, os policiais militares apresentaram apenas parte da apreensão. Dos 500kg de maconha, entregaram 203,5kg. Também não entregaram nenhum preso.
FONTE: CB
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