A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira (3) que temia pela contínua "transmissão intensa" do vírus ebola na República Democrática do Congo, onde o total de mortes pela epidemia chegou a 994, mas era esperado que ultrapassasse 1.000 em poucas horas.
A OMS planeja expandir a imunização com uma nova vacina não-licenciada feita pela Johnson & Johnson em reforço à vacina da Merck, já utilizada, disse Michael Ryan, diretor-executivo do Programa para Emergências Sanitárias da OMS.
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"Estamos antecipando um cenário de contínua transmissão intensa", afirmou Ryan em uma coletiva de imprensa.
"Ainda não ultrapassamos mil (mortes) até esta manhã, mas possivelmente vamos exceder isso hoje quando checarmos os números mais tarde. Queremos utilizar todas ferramentas na caixa de ferramentas."
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Incidentes de segurança continuam a fragilizar o combate ao surto da doença, com 119 casos desde janeiro, afirmou Ryan. Isso reduz o acesso e, em consequência, diminui os esforços para vacinar mais de 900 pessoas por dia, além de verificações diárias em cerca de 12 mil pessoas potencialmente expostas ao vírus, disse ele.
"Ainda enfrentamos grandes problemas quanto à aceitação e à confiança da comunidade", acrescentou.
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Houve um suposto ataque a uma clínica de tratamento do ebola, em Butembe, na quinta-feira (2), afirmou Ryan, acrescentando que ninguém ficou ferido e que os responsáveis foram presos.
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