Correr maratona rejuvenesce artérias em 4 anos, diz estudo

Correr uma maratona reverte o envelhecimento dos vasos sanguíneos
Correr uma maratona reverte o envelhecimento dos vasos sanguíneos Pixabay

Treinar e correr uma maratona pela primeira vez reverte o envelhecimento dos principais vasos sanguíneos, segundo um novo estudo que também constata que os corredores de mais idade e mais lentos são os que mais se beneficiam desta prática.

O estudo em questão foi apresentado na sexta-feira (3) no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que acontece em Veneza, na Itália.

Os corredores novatos que treinaram durante seis meses e completaram a primeira maratona tiveram uma redução de quatro anos na idade arterial e uma queda de 4 milímetros de mercúrio na pressão arterial sistólica (máxima), explicou Anish Bhuva, da Fundação Britânica do Coração com uma bolsa de estudos na University College London (UCL).

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"Isso é comparável ao efeito da medicação, e, se o hábito for mantido, se traduziria em um risco de acidente vascular cerebral cerca de 10% menor durante toda a vida", disse o cientista em um comunicado divulgado pela Sociedade Europeia de Cardiologia.

Uma das caraterísticas do envelhecimento é a maior rigidez dos vasos sanguíneos, o que aumenta o risco de acidente vascular cerebral e de doenças cardíacas.

A ciência já sabia que os atletas têm vasos sanguíneos biologicamente mais jovens e este trabalho avaliou se o treinamento para uma maratona poderia modificar a rigidez aórtica inclusive de corredores novatos.

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O estudo incluiu 139 corredores saudáveis, com entre 21 e 69 anos de idade, que correriam uma maratona pela primeira vez.

Todas as pessoas que participaram do estudo foram aconselhadas a seguir um programa de treinamento e a correr de 10 a 20 km por semana, aproximadamente, durante seis meses, antes que completassem a Maratona de Londres em 2016 ou em 2017.

Antes de começarem o treinamento e duas semanas depois da maratona, os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética e ecografia do coração e dos vasos sanguíneos, além de a uma avaliação de aptidão física e medições da pressão arterial e da frequência cardíaca.

A idade biológica da aorta foi calculada em ambos os momentos, segundo as fontes.

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Depois de completar a corrida, a rigidez aórtica diminuiu, e a principal artéria do corpo humano era quatro anos "mais jovem" do que antes do treinamento.

"Não é necessário ser um atleta de elite para obter os benefícios de correr maratonas", afirmou Bhuva.

"Ao completar o treinamento e chegar à meta, é possível rejuvenescer o sistema cardiovascular dos corredores principiantes de uma maratona", concluiu.

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